quinta-feira, 24 de julho de 2008

Sem um pingo de graça e inspiração!!!


Saudações queridos navegantes do Disconcordo.Com. Na edição de hoje, a pequena pirraça que fizemos com o pretexto de escrever textos de humor, completa um mês de vivência, convivência e sobrevivência. Fortuna ainda não, mas já conquistamos fama! Com um mês de resistência, eu, enquanto humorista sem graça, já vou ganhando confiança para fazer piadas com outras coisas que não sejam a profissão do jornalista, que já é uma piada pronta (tem que rir para não chorar).

A escalada do sucesso foi mais rápida do que imaginávamos. Tão rápida que, entre as dezenas e dezenas de leitores assíduos espalhados pelo Brasil e exterior, nenhum reparou (ou pelo menos ninguém reclamou) que nós, enquanto humoristas, não temos a menor graça. Isso corrobora a minha tese de que pouca coisa é mais engraçada do que humoristas sem graça. Ou, como diria minha falecida avó, “isso é tão sem graça que é engraçado”.

Nesse mês de existência aprendemos muita coisa. A principal delas: dá pra fazer mais de um post por dia no blogspot. Acho que fora isso não aprendemos mais nada não. E, os leitores que não se enganem (e que nos desculpem), nós nos divertimos infinitamente mais escrevendo isso aqui do que os senhores lendo. Acreditem!

E por falar em diversão, seria cômico se não fosse incômodo. O prefeito Marise arrumou um problema de última hora. Vai ter que decidir de banca – ou não – o sistema de contratação dos agentes de saúde via Ocas (Organização Cristã de Ação Social). Só explicando o problema, enquanto presidente Fernando Henrique fez pouca coisa que efetivamente resolvia o problema das pessoas. Uma delas foi regulamentar a parceria entre poderes executivos e organizações civis sem fins lucrativos para dar mais agilidade ao serviço público. Tá na Constituição Federal, e Marise fez parceria com a Ocas em 2003. Em 2006, veio o Lula e colocou uma emenda que diz que a lei do Fernando Henrique é linda, mas que as prefeituras teriam que contratar todos os agentes de saúde via concurso, ao contrário do que diz a Constituição. O Ministério Público do Trabalho entende que a emenda do Lula vem acima da constituição, e pede o ajustamento de conduta.


Ah... o número da emenda? 51. É piada pronta? É nada. É verdade mesmo.


Por falar em piada pronta, quem quiser provocar o Marise com bastante propriedade basta convida-lo para tomar uma 51 para afogar as mágoas. Alguém deveria levar uma Guache pro Lula. E pro Dunga também!

Confesso que esta semana, a exemplo das anteriores, não estou com um pingo de inspiração para escrever. Nas outras o Purunga impulsionava, mas agora, com a queda na encosta, azedou o leite. A sorte é que alguém contou que o Cabeçudo fez de tudo, quando caía, para que a queda fosse sobre uma plantação de nabo. Ele gosta, por isso está sempre rodeando as raízes. Mandioca etc.


O Purunga é internacional. Quer dizer, internacional é seu desafeto gaúcho, ele é Grêmio. Mas ele gosta mesmo é do Kashima Antlers, aquele time que foi treinado pelo Zico. Só que o Kashima descobriu que ele era Grêmio e não deu a menor Pelotas (RS) (não é o Wilson José) para ele. Ficou para escanteio. Cá entre nós, a piada ficou uma m... .


Um belo dia o Purunga, que deveria ficar na dele, já que fruta não deve se expor tanto, inventou de se transformar em humano e foi comer pizza. Disfarçou-se e encheu o bucho (é, purunga tem bucho). Resultado, quando voltou para casa ninguém o reconheceu. Ninguém sabia se ele estava de pé ou de cabeça para baixo, era tudo igual. A barriga parecia uma pipa de caldo de cana. Aliás, até caldo de cana com pão doce o Purunga experimentou quando ele foi enviado por engano, num cargueiro, lá na terra dos patrícios. Assim não há tatu que agüenta. Depois que a coisa azeda, nem cueca agüenta! É Purunga, purunga, cria juízo e vai trabalhar!


O pelota (que não é aquela cidade do Rio Grande do Sul), que antes de ingressar na profissão de radialista havia sido vendedor de quadros, animador de circo e até pai de santo, disse que um personagem como o Purunga não tem vícios. Não fuma, não joga, não bebe, não trabalha e não faz sexo, porque sem roupa o Purunga seria confundido com um lobisomem em noite de lua cheia. Ê pelota, esse é o filósofo! O pelota lê mão e o purunga lê moa. (Põe sem graça nisso!)


O pelota, que nasceu nos Patos, conhece bem purunga, e confirmou que bem embaixo ele tem um furinho, onde se põe o funil e de onde sai água. Do Purunga só sai água. Água e nada mais. Água suja!


Minha gente o blog desta semana está com falta de criatividade e deixaram para mim a missão de salvar a postagem. Mas eu não sei se vou conseguir também. Vocês queriam o quê, nosso “muso inspirador” rolou ladeira abaixo... Mas concordo com o Guirado ao dizer que a gente se diverte mais escrevendo nossas humildes notinhas. E espero que você se divirta também


Não sei não, mas estou achando que devemos lançar a campanha “Volte Purunga!”, pois sem você nossa inspiração foi pro beleléu. Mas também a volta do purunga significa encheção de saco e megalomanias do tipo, ah eu sou isso, fui aquilo, já fiz tal coisa, já viajei pras Europa e pro exterior. Ah, só avisando que Paraguai não vale, falou!!!


Eu imaginei que a vida sem o purunga seria uma maravilha. Em tese é, mas estamos sentindo a falta dele. Vamos nos empenhar em trazer novas e deliciosas aventuras do Purunga Man. É, não sei se esse é o melhor termo para ele (man=homem), mas é o que consta na certidão de nascimento. É, as piadinhas estão péssimas mesmo, mas é que a veia humorística hoje não está lá essas coisas.


E para terminar dizem que o Purunga foi convidado a participar do Show do Bolinha, na TV Bandeirantes nos anos 90. Antes de entrar no palco para cantar Conceição, no famoso quadro “Eles e Elas”, fez uma exigência: Não dividiria o mesmo espaço com as “boletes”. Foi uma confusão daquelas para convencer o cabeção a fazer sua performance. Purungão bateu tanto o pé, e a cabeça, que não entrou no ar. Mandaram ele parar urgentemente, para o cenário não cair em cima da platéia.

Com isso o público não pôde assistir Purunga “saracotiando” Conceição naquela tarde de verão de 1990. Quem sabe ele não teria se tornado a grande voz do Brasil. Sim, um artista com seus altos e baixos, além de um rebolado matreiro. Um ídolo comparado a Cauby Peixoto, Nélson Ned e Carla Peres... nunca saberemos.. e quer saber de uma coisa, foi bem melhor assim. Chuta que é macumba.

2 comentários:

Ney Góes disse...

Sabe que eu até achei engraçada a postagem desta semana? Rs... mas, realmente, a vida sem Purunga está meio que vazia mesmo... tô com medo de entrar em depressão... Putz, e o Guirado? Ouvi dizer que tá casado, não bebe mais... é verdade ou informação falsa plantada pelo purunga? Era um rebelde sem causa... agora nem rebelde é mais! Que coisa... Como dizia John Lenon: "Deus está morto, Marx está morto... e eu já não me sinto tão bem!" Era ele mesmo que dizia isso? Bom amigos caprichem na semana que vem... rs... Abraços!

TbDisconcordo! disse...

Estamos ansiosos aguardando a próxima postagem no sábado. Talvez a solução seja remover o Purunga do vácuo para ajudar com a inspiração. Deve ser muito chato falar sozinho nas produndezas. Pensando melhor... Purunga combina com vácuo. Vazio total. Viva a liberdade de opinião! Até do Purunga....