Sim! Nós disconcordamos!!! Disconcordamos dos gregos, dos troianos e dos baianos. Disconcordamos dos palmeirenses e dos curintianos. E não sabemos mais de que lado estão certos tipos estereotipados ex-barbudos, se da esquerda, da direita ou da traseira, sabe-se lá de que lado. Num blog que chega com piadas tão velhas como no tempo em que comunista comia criancinha! Ai ai, comunista, bota camisinha!!!Aliás, se for seguir à risca os métodos comunistas contemporâneos, a onda vai ser invadir tudo. Se você disconcorda de uma taxa, invada o banco, se disconcorda de uma tarifa, invada a prefeitura. Se disconcordar do preço da taxa de esgoto, invada o esgoto. A anarquia e a baderna são as táticas mais midiáticamente interessantes da era moderna.
E por falar em disconcordar, o DisconcordoCom vai lançar um novo curso universitário: Comunicação Social com habilitação em Aspone (Assessor de Porra Nenhuma!) Do jeito que o emprego anda difícil, até para ser aspone (ou principalmente para ser aspone) vai precisar de curso superior com especialização.
A moda agora é disconcordar. Ser a favor, elogiar, fazer críticas construtivas? Tudo isso é muito démodé. A onda é ser ranzinza, mal humorado e boca dura. Aliás, disconcordar, hoje em dia, chega a ser mais do que um estilo de vida, é praticamente um vício. Tem tanta gente que disconcordou a vida inteira (e passou a vida inteira na oposição) que, na hora em que chegou ao poder, passou a disconcordar do espelho.
Eu enquanto jornalista formado e juramentado e amigo dos “precaretas” também estou nessa do DisconcordoCom. A gente fica vendo nosso nome sendo difamado e não pode fazer nada? Ah, mas agora chegou a hora de disconcordar. Dane-se que o verbo não exista. Já que nos chamam de precaretas, pseudo-jornalistas e o escambau a quatro, temos o direito de inventar o termo. Inventar e fazer moda.
O que eu disconcordo é dizer que carinha que ta há 10, 20, 30 anos na área não pode ser chamado de jornalista. Tem gente que acha que o diploma é o que credencia a ser jornalista. Pois eu digo que não. Ele é importante, mas não essencial para o exercício da profissão Tem, muito recém-formado que não sabe escrever um parágrafo, fazer um lide. E isso credencia o cara a ser jornalista??? Ah pára com isso!!! Sejamos realistas.
O mercado está ficando cada vez mais competitivo e quem não sabe escrever, não sabe montar um lide, não sabe apurar, nem entra no mercado. Quer dizer, entrar entra, porque o QI (Quem Indica) sempre impera em todos os lugares. Mas esse tipo de profissional puxa-saco está saindo de cena. Ainda tem. Alguns até são articulistas. Mas ninguém dá bola mais para eles.
Então ficamos assim. Se tem aquele que não concorda, aqui a gente disconcorda e temos dito. Ou melhor, escrevido.
Eu sou bonzinho, por isso não vou agredir ninguém. Se me chamam de précareta, de picareta, de isso ou aquilo, eu apenas analiso de quem está partindo o agito. É dele? Então ignoro. E por um simples motivo: se levantarmos a vida de cada um, cada um dos leitores saberá quem é cada um.
Outra coisa, essa história de chamar os outros disso ou daquilo é para quem não consegue saber sequer a que sexo pertence. E não me venham com essa história de que anjo é que não tem sexo definido. Você por acaso já viu o sexo do capeta? E do saci (não o do Corinthias)? Então, tem sexo enrustido por todos os lados.
Ah, tem aquela história do cara que nunca trabalhou. A vida dele foi e é de criticar quem trabalha, porque ele se considerava o supra-sumo. Um belo dia, um prefeito recém-eleito se engraçou com o cramulhão e lhe chamou para assessoria de imprensa. Foi aí que o baita mostrou suas qualidades.
Numa viagem ao exterior (não vou dizer que foi a França), para um evento importante, o prefeito levou seu assessor. Lá, bem longe, quando tudo acontecia, o prefeito perguntou se o filhote do capeta não ia anotar nada e nem registrar (foto). Foi então que descobriu que a peça rara fazia assessoria sem caneta, sem lápis, sem papel e sem máquina fotográfica. Mas aí a desgraça já estava feita, não tinha como mandar o “jornalista profissional” de volta. É por isso que eu digo: Vai ser bom assim na Barra (não na tijuca)! Te cuida, surucucu!
Fica disconcordado então, até a semana que vem, pelo menos. Nem tudo que reluz é ouro. E um abraço ao amigo Marcos Prado, vice-prefeito da Barra, não a da Tijuca, a Bonita!
