quinta-feira, 24 de julho de 2008

Sem um pingo de graça e inspiração!!!


Saudações queridos navegantes do Disconcordo.Com. Na edição de hoje, a pequena pirraça que fizemos com o pretexto de escrever textos de humor, completa um mês de vivência, convivência e sobrevivência. Fortuna ainda não, mas já conquistamos fama! Com um mês de resistência, eu, enquanto humorista sem graça, já vou ganhando confiança para fazer piadas com outras coisas que não sejam a profissão do jornalista, que já é uma piada pronta (tem que rir para não chorar).

A escalada do sucesso foi mais rápida do que imaginávamos. Tão rápida que, entre as dezenas e dezenas de leitores assíduos espalhados pelo Brasil e exterior, nenhum reparou (ou pelo menos ninguém reclamou) que nós, enquanto humoristas, não temos a menor graça. Isso corrobora a minha tese de que pouca coisa é mais engraçada do que humoristas sem graça. Ou, como diria minha falecida avó, “isso é tão sem graça que é engraçado”.

Nesse mês de existência aprendemos muita coisa. A principal delas: dá pra fazer mais de um post por dia no blogspot. Acho que fora isso não aprendemos mais nada não. E, os leitores que não se enganem (e que nos desculpem), nós nos divertimos infinitamente mais escrevendo isso aqui do que os senhores lendo. Acreditem!

E por falar em diversão, seria cômico se não fosse incômodo. O prefeito Marise arrumou um problema de última hora. Vai ter que decidir de banca – ou não – o sistema de contratação dos agentes de saúde via Ocas (Organização Cristã de Ação Social). Só explicando o problema, enquanto presidente Fernando Henrique fez pouca coisa que efetivamente resolvia o problema das pessoas. Uma delas foi regulamentar a parceria entre poderes executivos e organizações civis sem fins lucrativos para dar mais agilidade ao serviço público. Tá na Constituição Federal, e Marise fez parceria com a Ocas em 2003. Em 2006, veio o Lula e colocou uma emenda que diz que a lei do Fernando Henrique é linda, mas que as prefeituras teriam que contratar todos os agentes de saúde via concurso, ao contrário do que diz a Constituição. O Ministério Público do Trabalho entende que a emenda do Lula vem acima da constituição, e pede o ajustamento de conduta.


Ah... o número da emenda? 51. É piada pronta? É nada. É verdade mesmo.


Por falar em piada pronta, quem quiser provocar o Marise com bastante propriedade basta convida-lo para tomar uma 51 para afogar as mágoas. Alguém deveria levar uma Guache pro Lula. E pro Dunga também!

Confesso que esta semana, a exemplo das anteriores, não estou com um pingo de inspiração para escrever. Nas outras o Purunga impulsionava, mas agora, com a queda na encosta, azedou o leite. A sorte é que alguém contou que o Cabeçudo fez de tudo, quando caía, para que a queda fosse sobre uma plantação de nabo. Ele gosta, por isso está sempre rodeando as raízes. Mandioca etc.


O Purunga é internacional. Quer dizer, internacional é seu desafeto gaúcho, ele é Grêmio. Mas ele gosta mesmo é do Kashima Antlers, aquele time que foi treinado pelo Zico. Só que o Kashima descobriu que ele era Grêmio e não deu a menor Pelotas (RS) (não é o Wilson José) para ele. Ficou para escanteio. Cá entre nós, a piada ficou uma m... .


Um belo dia o Purunga, que deveria ficar na dele, já que fruta não deve se expor tanto, inventou de se transformar em humano e foi comer pizza. Disfarçou-se e encheu o bucho (é, purunga tem bucho). Resultado, quando voltou para casa ninguém o reconheceu. Ninguém sabia se ele estava de pé ou de cabeça para baixo, era tudo igual. A barriga parecia uma pipa de caldo de cana. Aliás, até caldo de cana com pão doce o Purunga experimentou quando ele foi enviado por engano, num cargueiro, lá na terra dos patrícios. Assim não há tatu que agüenta. Depois que a coisa azeda, nem cueca agüenta! É Purunga, purunga, cria juízo e vai trabalhar!


O pelota (que não é aquela cidade do Rio Grande do Sul), que antes de ingressar na profissão de radialista havia sido vendedor de quadros, animador de circo e até pai de santo, disse que um personagem como o Purunga não tem vícios. Não fuma, não joga, não bebe, não trabalha e não faz sexo, porque sem roupa o Purunga seria confundido com um lobisomem em noite de lua cheia. Ê pelota, esse é o filósofo! O pelota lê mão e o purunga lê moa. (Põe sem graça nisso!)


O pelota, que nasceu nos Patos, conhece bem purunga, e confirmou que bem embaixo ele tem um furinho, onde se põe o funil e de onde sai água. Do Purunga só sai água. Água e nada mais. Água suja!


Minha gente o blog desta semana está com falta de criatividade e deixaram para mim a missão de salvar a postagem. Mas eu não sei se vou conseguir também. Vocês queriam o quê, nosso “muso inspirador” rolou ladeira abaixo... Mas concordo com o Guirado ao dizer que a gente se diverte mais escrevendo nossas humildes notinhas. E espero que você se divirta também


Não sei não, mas estou achando que devemos lançar a campanha “Volte Purunga!”, pois sem você nossa inspiração foi pro beleléu. Mas também a volta do purunga significa encheção de saco e megalomanias do tipo, ah eu sou isso, fui aquilo, já fiz tal coisa, já viajei pras Europa e pro exterior. Ah, só avisando que Paraguai não vale, falou!!!


Eu imaginei que a vida sem o purunga seria uma maravilha. Em tese é, mas estamos sentindo a falta dele. Vamos nos empenhar em trazer novas e deliciosas aventuras do Purunga Man. É, não sei se esse é o melhor termo para ele (man=homem), mas é o que consta na certidão de nascimento. É, as piadinhas estão péssimas mesmo, mas é que a veia humorística hoje não está lá essas coisas.


E para terminar dizem que o Purunga foi convidado a participar do Show do Bolinha, na TV Bandeirantes nos anos 90. Antes de entrar no palco para cantar Conceição, no famoso quadro “Eles e Elas”, fez uma exigência: Não dividiria o mesmo espaço com as “boletes”. Foi uma confusão daquelas para convencer o cabeção a fazer sua performance. Purungão bateu tanto o pé, e a cabeça, que não entrou no ar. Mandaram ele parar urgentemente, para o cenário não cair em cima da platéia.

Com isso o público não pôde assistir Purunga “saracotiando” Conceição naquela tarde de verão de 1990. Quem sabe ele não teria se tornado a grande voz do Brasil. Sim, um artista com seus altos e baixos, além de um rebolado matreiro. Um ídolo comparado a Cauby Peixoto, Nélson Ned e Carla Peres... nunca saberemos.. e quer saber de uma coisa, foi bem melhor assim. Chuta que é macumba.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

As aventuras do Purunga




O sucesso do personagem Purunga foi tão grande que pedimos ao nosso amigo, o artista plástico Fernando Laz, para criar um singelo mascote. E não é que ele veio ao mundo no dia 17 de julho de 2008???.


Aqui vc conhece ele em primeira mão e a cada semana uma nova aventura do nosso cabeçudo. Divirtam-se!!! Quer saber mais sobre o trabalho do Laz, visite http://www.lazimodo.flogbrasil.terra.com.br/


A queda do purunga. O chão é o limite




Meu querido leitor; aconteceu um desastre. O Purunga insistiu em crescer na encosta, e na primeira corrente de ar despencou ladeira abaixo. Coitado do Purunga! Sorte que sofreu apenas escoriações. Está vivo, forte e cada dia mais cabeçudo. Vamos torcer para que prossiga com saúde, para quem sabe um dia ser útil para alguma coisa.

Estávamos nós, os três blogueiros, conversando descontraidamente na redação do blog, quando um cuitelo sobrevoou e planou sobre nós, como o Dadá Maravilha fazia nos bons tempos de Atlético Mineiro (anos 70). Ele contou que o Purunga quando era ainda adolescente sonhava em ser Kiwi. Mas seu biótipo não combinava com essa fruta. Ou se tornava um Purunga ou uma melancia. Deu no que deu. Nem o diabo comeria um kiwi daquele porte.

Vou mudar um pouco o tema, porque o Purunga já está se tornando uma caxumba descida. E o Jessé, heim? Lançou sua candidatura a prefeito, já estava a procura de recursos para fazer barulho quando foi informado que nem filiado ao partido estava. Ô dó!

Muitos candidatos a vereador se mostram aliviados com a aprovação da candidatura, já que temiam ser barrados pela justiça por algum motivo. Mas é a partir de agora que começa a malha fina, ou, pente fino.

O Cris vai se casar. O Guirado. O outro Cris ainda não tomou coragem. Mas Guirado promete não divulgar a data do casório para não correr o risco de ver o ‘Pu’ na cerimônia. Esse ‘Pu’ é fogo, consegue cada uma. Cumprimentos ao Guirado e a Carol, saúde, paz, felicidade e muita proteção.

Estou achando que a mãe do Magalhães é a maior fã do blog. Toda semana ela posta um comentário. Que tal o seu, vai postar ou não? Ah, a mãe do amigo é a maior fã dentro do Brasil, porque nos Estados Unidos está o casal João Raphael/Karla, que ainda não postou comentário, mas enviou e-mail para familiares e amigos sobre o blog. Um abraço palmeirense ao casal.

A edição de quarta-feira da TRIBUNA foi às ruas ontem. Tanta gente gorou que a primeira página não foi revisada (pedimos desculpas pela falha). Mas isso não tirou o brilho da INFORMAÇÃO COM QUALIDADE. Disconcordo.com com as críticas. Sai Purunga!!! Zeca Pimentera!!!


Ferreira lembrou bem sobre os erros da capa. Eu lembro de algumas semanas atrás quando saiu na capa da Tribuna que os motoristas “embrigados” seriam multados e teriam a CNH apreendida. Se nessa edição de quarta-feira passou dois errinhos na legenda, não tivemos a mesma sorte naquele dia, com um erro crasso na manchete em letras garrafais. O leitor pode não acreditar, mas chega uma hora que o jornalista está tão centrado na informação que quer passar que acaba deixando passar os erros mais primários. Diz a lenda que os maiores jornais do país têm uma média de cinco erros por página.

Acontece com quem está vivo. Aliás, erros no jornal acontecem com quem trabalha em jornal. Quem não trabalha em jornal tem todo tempo do mundo pra ficar lendo, relendo e pondo defeitos. Quem não trabalha em jornal não vai cometer nunca um erro igual aquele. A gente tem mesmo a sorte de ter o leitor da Tribuna sempre ao nosso lado, que sabe que quando o jornal passa por mudanças, um ou outro acidente de percurso sempre acontece. Paciência, e persistência.

Aliás, já que toquei no assunto, trabalhar em jornal é um barato. A primeira edição colorida do jornal O ECO, datada de 6 de fevereiro de 1999, tem duas orações de simpatias em uma das páginas coloridas. Na edição seguinte, Ideval Paccola – ainda vivo – escreveu no Apimentado que, na hora de fechar o jornal, a coisa ficou tão feia, mas tão feia, que o departamento de diagramação colocou logo duas orações para ver se o clima melhorava.

Aliás, o Apimentado recentemente voltou às páginas de O ECO, que ainda tem o Chute na Canela, outra coluna tradicional. Da mesma forma que a Tribuna tem o Reflexo. E é assim que vale a pena trabalhar em jornal e ler jornal, quando os colunistas sabem da sua responsabilidade e têm alguma noção da realidade. E sempre com humor. Mau humor não ta com nada.

Na tarde de terça-feira o patrão trouxe umas cervejas e salgadinhos pra galera confraternizar, e aproveitaram pra comemorar, antecipadamente, meu casório. E revelou que o Disconcordo.com, apesar de ser um blog de humor sem qualquer finalidade que não seja escrever coisas engraçadas, andou dando seus furos de reportagem, e foi o primeiro “órgão de imprensa” a noticiar as edições de quarta-feira da Tribuna. Nada mau para três precaretas.

Meu casório vai ser na segunda-feira às 9h. Isso que é disposição. Como eu e Carol somos um casal laborioso, já avisamos: saímos da festa e vamos direto pra lua-de-mel. A minha vai ser na redação da Tribuna, a da Carol no Cartório Eleitoral. E o Pú é “persona non grata” mesmo.

Aliás, falar em Pú, a galera do blog ta de luto. O Parreira não é mais técnico da seleção, o FHC não é mais presidente. Logo não sobra ninguém pra gente zoar com a cara. Ainda bem que o Brasil tem sempre suas piadas prontas: Dunga na Seleção, Lula na Presidência, dólar na cueca e candidato a prefeito sem estar filiado. Durma com um barulho desses.

Aleluia! O Senhor ouviu nossas preces! Purunga não está mais entre nós! Não, ele não foi desta para a melhor, mas também não encherá mais nosso saco. Quer dizer, encher ele vai, porque é só isso que “Purungoviski” gosta de fazer, torrar a paciência dos outros. Mas ocorre que o “Pu” (para os íntimos) rolou ladeira abaixo e agora só lhes restou a rede mundial de computadores. Sim meus amigos e inimigos, a mesma Web onde Disconcordo.com nasceu, e para tristeza do cabeção, faz mais sucesso que ele.

O fato é que, quem tem boca aberta acaba falando demais. No mundo das palavras, quem tecla muito acaba escrevendo o que não deve e acaba azedando o mingau. Meu pai sempre foi de poucas palavras. A gente pedia para ele falar mais e a resposta era imediata, curta e grossa: “Pra quê, pra falar merda?” Boca grande só fica bem na Angelina Jolie, e que boca hein??!!! Nos faz pensar em coisas terríveis, como colocar um biscoito de água e sal naquele bocãaaaoooo. Eita, deixa eu parar de pensar nessas coisas.

Disconcordo.com precisou de apenas quatro edições para conseguir o que queria. Não pensávamos que ia chegar tão longe, e temos amigos nos “states”, lendo as barbaridades que a gente escreve aqui. Barbaridades do tipo: carinha quer ser prefeito, mas nem filiado a um partido está. Não é outro Purungão esse? Purungas estão em toda a parte. Cabeçudos existem aos montes, então não se surpreenda se você esbarrar com eles por aí.

O lugar onde os Purungas mais estão é nos cinemas. Sim, eles também vão aos cines. Mesmo nestes mais modernos, com salas Stadiun, som dolby, THX, 3D, sempre tem um cabeçudo que senta na nossa frente, dá risada na hora errada e insiste em fazer brincadeiras que não tem um pingo de graça. Normalmente são eles que derrubam pipoca e refrigerante nas poltronas que a gente senta depois. Ficam perguntando sempre o que aconteceu nas cenas que ele perdeu porque ficou conversando durante um momento importante do filme. Ah, eles também adoram contar o final do filme.

Enfim, o Purunga é medonho. Tome cuidado para você não se transformar num deles. Porque você sabe, Purungas unidos dão cabeçada no céu da boca!!!! Cuidado, mais de um Purunga junto pode ser prejudicial à saúde. Deus me livre e guarde deles.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Desfalcados, sérios e não tão engraçados assim




Então é assim, Disconcordo.com está em sua terceira edição, fazendo e acontecendo. Dia desses fui cumprimentado na rua por um alto executivo de um grande banco estatal brasileiro parabenizando pela iniciativa. Digo alto porque o cara tem mais de 1,90m. Em sua palavras, chamou-me de “homem do blog”. Eita que agora to virando “homi de blog”. Além se ser amigo dos precaretas agora sou o homi!!!. Vixe, deixa mamãe saber.

E novamente fomos atacados. Bom, será notícia e novidade quando não o formos. Olha é tanta mentira que eu já nem sei mais o que faço. Acho que vou seguir o conselho de meu diretor: quando certas pessoas, um tal “purunga te atacar”, finja-se de morto. Não responda, por que é isso mesmo que o purungão quer, atiçar os outros para ficar em evidência. Mas se depender de mim ficará roxinho de raiva, porque não vou revidar, muito menos caluniar.

Aliás ficar falando mal dos outros é o esporte predileto do brasileiro, você já percebeu? Rapá, com tem gente que gosta de uma fofoquinha, de um falatório, de um disque-me disse e por aí vai. É como diz outro amigo meu: Não fale mal do próximo, quando ele estiver próximo. Deixe que ele se distancie uns 10 metros, de preferência. Aí pode tacar o pau, no bom sentido, é lógico.

O lance é o seguinte; neguinho quer falar mal de mim, do meu trabalho, de que dou apoio aos precaretas, pode falar o que quiser. Falem mal, mas falem de mim, diz o dito popular. Falando da gente só vai aumentar nosso ibope e como aparecer é o que vale, a gente quer mais é mostrar a cara mesmo. Dizer que somos precaretas, amigo deles e o escambau à quatro, mas somos limpinhos. Bom, eu pelo menos tomo banho todos os dias, já meus outros dois colegas de blog, não posso dizer o mesmo.

Meu colega de Disconcordo.com, Guirado, disse que meu texto estava muito sério na semana passada e por isso assumi um tom mais ameno esta semana, mais livre leve e solto, mas nada muito “emboiolado” que não sou dessas coisas que meu negócio é mulher. Então tá falado, tá dito e tá blogado. A gente vai falar o que deve ser dito, menos responder a neguinho que nem merece ter o nome citado neste ilustre e portentoso blog. Vá te catá mané!!!! Opa, digo purunga!!!

Saudações senhores navegantes. Disconcordar ainda é a bola da vez! Apesar de que, como os leitores podem ver pela foto, eu, Magalhães e Ferreira somos jornalistas altamente sérios. Aliás, Ferreira está de férias até dia 14, segunda-feira. Sem ele, e com o Carlos Alberto de mau-humor, a redação da Tribuna perde 50% da capacidade de produzir abobrinha. Eu e Magalhães somos duas caricaturas ambulantes, mas ambos completamente sem graça.

Ainda bem que o Ferreira deixou pronta uma piada do Purunga, personagem que está caindo nos braços da torcida e conquistando o carinho dos internautas. Tamanho o sucesso do Purunga que o departamento de artes do Disconcordo.Com está elaborando uma caracterização do personagem. Que o leitor não se assuste se logo estivermos vendendo adesivinhos, camisetas e bonés do Purunga. É esperar para ver.

Agora falando de jornalismo (e claro que não estou falando sério, afinal, somos analfabetos funcionais e políticos), descobri nessa semana que os editais de proclamas da Tribuna são muito mais lidos que muitas colunas de jornalismo “sério”, investigativo, engajado, denunciativo e feito por profissionais da maior competência e do mais gabaritado currículo.

Isso porque eu já fui citado nas duas colunas (nas de proclamas e nas de jornalismo “sério”). E teve muito mais gente comentando meu casamento do que as observações feitas pelos profissionais. Ainda bem que casamento é só uma vez. Isso se o Sindicato dos Noivos e Maridos não me processar por exercício ilegal da profissão, estelionato, falsidade ideológica ou algo do tipo. Tinha um comentário interessante na última edição do Disconcordo.com, dizendo que logo, até para nascer o feto precisaria ter um diploma. Pra casar, certamente já precisa, e eu ainda não sei.

Isso só corrobora minha tese de que talento não é nada, imagem é tudo. E se precisa de diploma pra tudo, logo eu não vou ter opção de trabalho, a não ser a Presidência da República! E viva a Lei Seca!!!

O Purunga, apesar da cabeça vazia, gosta de estar no meio das pessoas, embora fique meio isolado. Não se sabe se o povo tem medo do seu humor ou de sua cabeça. Pobre Purunga. Mas a culpa é só do Purunga mesmo. Bem que ele poderia fazer um regime, para desinchar aquele cabeção. Assim espantava menos as pessoas.

O Purunga resolveu participar de um encontro que homenageava alguns humanos, e ele foi disfarçado. Vestiu uma camiseta, inadequada para a ocasião, enfiou uma melancia debaixo da mesma e lá se foi. Se o Tubinho vê um trem desses pela frente com certeza incorpora a peça e introduz no seu espetáculo. Ah Purunga, ah Purunga, cria juízo menino.

A primeira coisa que você poderia fazer seria arrumar um emprego (serviço) e trabalhar. Chega de ociosidade e de maldade, Purunga. Seja um purungão bão!

E quando o Purunga achou que sabia jogar futebol? Achava-se um verdadeiro Ronaldinho Gaúcho (embora depois de crescido preferisse ser o Ronaldão. Sabe por quê? Não?). Quando o Pu (para simplificar) ameaçava um chute todo mundo (três atletas adversários) se abaixava esperando um tiro de canhão. Quando saia o chute não passava de um “pum de véia”. Insistiu por algumas semanas, mas depois desistiu. Preferiu buscar outra profissão. É verdade que até hoje não encontrou, mas melhor parado do que jogando. Melhor ainda dormindo.

O Purunga deve estar assim, meio desajeitado, sem emprego, por praga da parteira. No dia em que foi nascer, o Purunga apontou a cara para a luz e foi uma correria geral. Assustou todo mundo. Só ficou a coitada da parteira, que teve que segurar a bronca até o fim. No fundo, ela também tem culpa pelo Purunga perambular por esse mundo sem ter o que fazer. Quando ele nasceu ela deve ter dito: “Esse não é o cara”.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Precaretas unidos, a missão!

Em primeiro lugar quero agradecer o apoio e as mensagens recebidas por esse blog. Algumas destas mensagens de “precaretas”, como julgam alguns. Particularmente eu acredito que esse pessoal tem buscado, a duras penas, seu lugar ao sol. Gente que vive de seu ofício dignamente. Alguns tiveram a oportunidade de passar pela universidade. Outros não. E por isso merecem, no mínimo , respeito.

“Precareta” é um termo cunhado por um professor universitário. Uma nítida alusão ao termo Picareta, que no dicionário significa “aquela pessoa que usa de expedientes ou embustes para alcançar favores”. Em resumo, um aproveitador. Ora, eu que não sou “precareta” coisa nenhuma, pois tive a oportunidade de passar pela faculdade, não acredito que meus dois colegas que dividem comigo este blog sejam aproveitadores.

Mas tem gente que acha. E eu tenho meu direito – se é que ainda é possível exercê-lo aqui em Lençóis Paulista – de disconcordar. Um deles tem registro de Jornalista Profissional. Ta lá, na carteira de trabalho dele. Inclusive sou testemunha de que até o Ministério do Trabalho de Bauru já atestou que ele pode sim exercer a profissão. Ah, mas diriam alguns, ele não tem faculdade de jornalismo.

É a faculdade de jornalismo é a credencial para ser jornalista? Não seria o dia-a-dia na redação, a dura rotina de sair a campo para falar com as fontes, esperar horas por uma informação, escrever bem e com paixão e o incansável desejo de transformar a sociedade e o mundo que vivemos, que nos fazem jornalista? A faculdade pode dar base ao sujeito, mas é a que faz o cara ser um jornalista, bom ou ruim.

Não sou contra a universidade e nem contra o curso de jornalismo. Eu mesmo passei por ela. Mas essa falsa idéia de que sem faculdade não se é jornalista. Dia desses conhecemos uma garota de 16 anos, que pretende ser jornalista, fará a faculdade de jornalismo, e que desde já reúne todas as características de alguém que, mais do que gostar de escrever, tem dentro de si o anseio de responder uma série de questões para a sociedade. Essa, meus amigos, já nasceu jornalista. Com ou sem faculdade correria atrás da notícia.

Eu só acho que invés de ficar atacando ou acusando os outros, deveríamos ajudar a fazer uma sociedade melhor. Mostrar para nossos leitores, ouvintes, telespectadores e internautas os perigos escondidos nas negociatas políticas, no descaso com a saúde, educação e segurança. Atacar o outro não leva a nada. Mudar o nosso mundo é o que vale. Vai ficar marcado o que fizemos, as marcas positivas que deixamos ao longo do caminho. Quem ataca os outros gratuitamente, quem joga pedras na vidraça do vizinho ou acusa sem ter provas é porque não tem nada melhor para fazer. Deste tipo de pessoa, eu disconcordo mesmo !!!


Saudações senhores. Acabei de apitar na orelha do Magalhães: essa é uma coluna de humor, e pressupõe-se que, pelo menos, deva ser engraçada. Nosso trabalho enquanto jornalista já é questionado a rodo pela falta do bendito papelzinho (que uns chamam de diploma), agora vamos passar a ser criticados como humoristas também. Sendo assim, peço humildemente: gente, dêem risada do que o Magalhães escreveu!

Mas enfim, além de disconcordar com a seriedade do desabafo do colega, vou disconcordar das suas opiniões. Eu também fiz a faculdade de jornalismo, inteirinha. Não tenho diploma porque não fiz o projeto de iniciação científica, o famoso TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Não fiz e, honestamente, não sei se quero fazer. Não fiz porque, em primeiro lugar, qualquer projeto científico na área do jornalismo é coisa de gente que não tem a menor vocação para o jornalismo, por isso parte para a carreira acadêmica.

Ou será que ninguém reparou nessa regra? Quando o cara tem vocação para a coisa, antes mesmo de sair da faculdade (no meu caso, antes de entrar na faculdade), ele já está na redação de um jornal. Quando o cara não tem vocação, ele termina o curso, faz o mestrado, o doutorado, a pós graduação, etc... enfim, ele vai ter um caminhão de diplomas, títulos etc, mas nunca, absolutamente nunca, será capaz de cobrir uma notícia, de escrever um texto jornalístico. E falo isso com o conhecimento de causa de quem já revisou texto de professor-doutor, que antes de conseguir ser acadêmico full-time, pagava uma de assessor de comunicação.

Enfim, salvo engano (e posso me enganar à vontade, afinal, não passo de um precareta), o Brasil é o único país do mundo onde o jornalista é obrigado a ter diploma de jornalista. Diga-se de passagem, graças a uma lei aprovada durante o Regime Militar, e que nossa veloz e eficiente legislação ainda não corrigiu. Ao pé da letra, as faculdades de jornalismo deveriam ser proibidas, pois nada mais são do que o Estado dizendo o que o jornalista tem ou não tem que aprender.

Pra terminar, eu lembro aos amigos navegantes que já fui xingando de tudo por profissionais impecáveis que não são capazes de produzir uma matéria jornalista: já foi xingado de analfabeto funcional, de analfabeto político, de moleque... mas fiquei puto mesmo quando me chamaram de tucano... ai eu perdi a classe... ah... tucano é a mãe!!!


Primeiramente queremos informar que este blog é um veículo de humor, portanto 100%, pouco mais ou pouco menos, de ficção. Qualquer conteúdo semelhante à vida desse ou daquele leitor será mera coincidência, diríamos mais, uma puta coincidência.


Segundamente informamos que está instituído o nosso personagem. Trata-se do Purunga, que é definido pelo “Houaiss” como cabaceiro-amargoso; cabaça (fruto), porongo. Porongo por usa vez, coincidentemente é o mesmo que Purunga, ou seja, cuia de chimarrão, cachaça... .


Como sou da Paz me deram a incumbência de escrever um pouco sobre nosso personagem. O Purunga tem uma cabeçona, mas é oca. Na lavoura os lavradores costumavam levar água para a roça numa purunga, que substituía a moringa. O nosso personagem Purunga, apesar da cabeça oca, até estudou. Fez faculdade e depois de formado resolveu fazer pós-graduação. Mas como não sabia falar outra língua, senão arranhar a portuguesa, resolveu procurar um país que o entendia. E não é que encontrou?


Consta que o Purunga num determinado momento de sua pós, lá na estranja, foi abordado pelo seu professor, que o comparou ao Rui Barbosa. Ele ficou todo entusiasmado e perguntou para o professor. “Meu querido mestre, o senhor me compara ao nosso Águia de Haia porque acha meu texto parecido com o dele?” Então o mestre respondeu: “Não, Purunga, a semelhança está na cabeça, mas não no conteúdo, no tamanho”. A classe toda explodiu em risos: rararararararararararará............... .


O Purunga continua por aí, levando uma vida vazia, sem conteúdo, sem trabalho, é um verdadeiro mágico, pois sobrevive sem trabalhar. Ele pensou até em comprar uma moto para fazer entrega de pizza, mas quando foi testar o capacete se decepcionou. Ele precisava de um feito por encomenda. Chegou até a tirar medida para um capacete especial, mas na hora da prova quase caiu de costas. O capacete para cobrir sua cabecinha ficou parecendo um forno de barro, daqueles que a Dona Helena assava leitoas e frangos na festa do Corvo Branco. Aí ele desistiu, e prometeu não mais trabalhar e ficar só enchendo o saco de quem trabalha. Esse é o nosso Purunga, oficialmente apresentado aos leitores.