quinta-feira, 3 de julho de 2008

Precaretas unidos, a missão!

Em primeiro lugar quero agradecer o apoio e as mensagens recebidas por esse blog. Algumas destas mensagens de “precaretas”, como julgam alguns. Particularmente eu acredito que esse pessoal tem buscado, a duras penas, seu lugar ao sol. Gente que vive de seu ofício dignamente. Alguns tiveram a oportunidade de passar pela universidade. Outros não. E por isso merecem, no mínimo , respeito.

“Precareta” é um termo cunhado por um professor universitário. Uma nítida alusão ao termo Picareta, que no dicionário significa “aquela pessoa que usa de expedientes ou embustes para alcançar favores”. Em resumo, um aproveitador. Ora, eu que não sou “precareta” coisa nenhuma, pois tive a oportunidade de passar pela faculdade, não acredito que meus dois colegas que dividem comigo este blog sejam aproveitadores.

Mas tem gente que acha. E eu tenho meu direito – se é que ainda é possível exercê-lo aqui em Lençóis Paulista – de disconcordar. Um deles tem registro de Jornalista Profissional. Ta lá, na carteira de trabalho dele. Inclusive sou testemunha de que até o Ministério do Trabalho de Bauru já atestou que ele pode sim exercer a profissão. Ah, mas diriam alguns, ele não tem faculdade de jornalismo.

É a faculdade de jornalismo é a credencial para ser jornalista? Não seria o dia-a-dia na redação, a dura rotina de sair a campo para falar com as fontes, esperar horas por uma informação, escrever bem e com paixão e o incansável desejo de transformar a sociedade e o mundo que vivemos, que nos fazem jornalista? A faculdade pode dar base ao sujeito, mas é a que faz o cara ser um jornalista, bom ou ruim.

Não sou contra a universidade e nem contra o curso de jornalismo. Eu mesmo passei por ela. Mas essa falsa idéia de que sem faculdade não se é jornalista. Dia desses conhecemos uma garota de 16 anos, que pretende ser jornalista, fará a faculdade de jornalismo, e que desde já reúne todas as características de alguém que, mais do que gostar de escrever, tem dentro de si o anseio de responder uma série de questões para a sociedade. Essa, meus amigos, já nasceu jornalista. Com ou sem faculdade correria atrás da notícia.

Eu só acho que invés de ficar atacando ou acusando os outros, deveríamos ajudar a fazer uma sociedade melhor. Mostrar para nossos leitores, ouvintes, telespectadores e internautas os perigos escondidos nas negociatas políticas, no descaso com a saúde, educação e segurança. Atacar o outro não leva a nada. Mudar o nosso mundo é o que vale. Vai ficar marcado o que fizemos, as marcas positivas que deixamos ao longo do caminho. Quem ataca os outros gratuitamente, quem joga pedras na vidraça do vizinho ou acusa sem ter provas é porque não tem nada melhor para fazer. Deste tipo de pessoa, eu disconcordo mesmo !!!


Saudações senhores. Acabei de apitar na orelha do Magalhães: essa é uma coluna de humor, e pressupõe-se que, pelo menos, deva ser engraçada. Nosso trabalho enquanto jornalista já é questionado a rodo pela falta do bendito papelzinho (que uns chamam de diploma), agora vamos passar a ser criticados como humoristas também. Sendo assim, peço humildemente: gente, dêem risada do que o Magalhães escreveu!

Mas enfim, além de disconcordar com a seriedade do desabafo do colega, vou disconcordar das suas opiniões. Eu também fiz a faculdade de jornalismo, inteirinha. Não tenho diploma porque não fiz o projeto de iniciação científica, o famoso TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Não fiz e, honestamente, não sei se quero fazer. Não fiz porque, em primeiro lugar, qualquer projeto científico na área do jornalismo é coisa de gente que não tem a menor vocação para o jornalismo, por isso parte para a carreira acadêmica.

Ou será que ninguém reparou nessa regra? Quando o cara tem vocação para a coisa, antes mesmo de sair da faculdade (no meu caso, antes de entrar na faculdade), ele já está na redação de um jornal. Quando o cara não tem vocação, ele termina o curso, faz o mestrado, o doutorado, a pós graduação, etc... enfim, ele vai ter um caminhão de diplomas, títulos etc, mas nunca, absolutamente nunca, será capaz de cobrir uma notícia, de escrever um texto jornalístico. E falo isso com o conhecimento de causa de quem já revisou texto de professor-doutor, que antes de conseguir ser acadêmico full-time, pagava uma de assessor de comunicação.

Enfim, salvo engano (e posso me enganar à vontade, afinal, não passo de um precareta), o Brasil é o único país do mundo onde o jornalista é obrigado a ter diploma de jornalista. Diga-se de passagem, graças a uma lei aprovada durante o Regime Militar, e que nossa veloz e eficiente legislação ainda não corrigiu. Ao pé da letra, as faculdades de jornalismo deveriam ser proibidas, pois nada mais são do que o Estado dizendo o que o jornalista tem ou não tem que aprender.

Pra terminar, eu lembro aos amigos navegantes que já fui xingando de tudo por profissionais impecáveis que não são capazes de produzir uma matéria jornalista: já foi xingado de analfabeto funcional, de analfabeto político, de moleque... mas fiquei puto mesmo quando me chamaram de tucano... ai eu perdi a classe... ah... tucano é a mãe!!!


Primeiramente queremos informar que este blog é um veículo de humor, portanto 100%, pouco mais ou pouco menos, de ficção. Qualquer conteúdo semelhante à vida desse ou daquele leitor será mera coincidência, diríamos mais, uma puta coincidência.


Segundamente informamos que está instituído o nosso personagem. Trata-se do Purunga, que é definido pelo “Houaiss” como cabaceiro-amargoso; cabaça (fruto), porongo. Porongo por usa vez, coincidentemente é o mesmo que Purunga, ou seja, cuia de chimarrão, cachaça... .


Como sou da Paz me deram a incumbência de escrever um pouco sobre nosso personagem. O Purunga tem uma cabeçona, mas é oca. Na lavoura os lavradores costumavam levar água para a roça numa purunga, que substituía a moringa. O nosso personagem Purunga, apesar da cabeça oca, até estudou. Fez faculdade e depois de formado resolveu fazer pós-graduação. Mas como não sabia falar outra língua, senão arranhar a portuguesa, resolveu procurar um país que o entendia. E não é que encontrou?


Consta que o Purunga num determinado momento de sua pós, lá na estranja, foi abordado pelo seu professor, que o comparou ao Rui Barbosa. Ele ficou todo entusiasmado e perguntou para o professor. “Meu querido mestre, o senhor me compara ao nosso Águia de Haia porque acha meu texto parecido com o dele?” Então o mestre respondeu: “Não, Purunga, a semelhança está na cabeça, mas não no conteúdo, no tamanho”. A classe toda explodiu em risos: rararararararararararará............... .


O Purunga continua por aí, levando uma vida vazia, sem conteúdo, sem trabalho, é um verdadeiro mágico, pois sobrevive sem trabalhar. Ele pensou até em comprar uma moto para fazer entrega de pizza, mas quando foi testar o capacete se decepcionou. Ele precisava de um feito por encomenda. Chegou até a tirar medida para um capacete especial, mas na hora da prova quase caiu de costas. O capacete para cobrir sua cabecinha ficou parecendo um forno de barro, daqueles que a Dona Helena assava leitoas e frangos na festa do Corvo Branco. Aí ele desistiu, e prometeu não mais trabalhar e ficar só enchendo o saco de quem trabalha. Esse é o nosso Purunga, oficialmente apresentado aos leitores.

4 comentários:

Eduardo Magalhães disse...

Mas esse meu filho Eduardo.. como escreve bem o rapaz!!!

Renatus Pub disse...

O espaço está bem interessante.
Vejam como o mundo está tomado aos caos, devemos esperar mais uns meses e veremos ai um curso de como tachar alguem. Daqui alguns dias as pessoas precisaram de faculdade para nascer, já vejo a cena o médico falando para a mãe: Cadê o diploma? Sem ele não vai sair ninguém!

O mundo está mesmo louco, ainda bem que nasci em 8 meses, evitei certos problemas!!!

abraço a turma e forças sempre

Adriana Gehlen disse...

pensei em fazer jornalismo, mas li todas as matérias que tem pra fazer. aí adiei a decisão por mais 6 meses. vou terminar meu curso de webdesing. que por sinal tá bem barato.
ah sei lá. faculdade pra mim já era mais importante. ainda é, de fato, mas não me tira o sono o fato de não estar fazendo.
A pratica de ficar ali trabalhando anos e anos no ramo tb te faz um jornalista. tu(vcs)tem razão.

adorei as idéias, mas não ri em hipótese alguma.
beijo!

Adriana Gehlen disse...

HAAHAHAHAHA = *webdesigner.