quinta-feira, 14 de agosto de 2008

DISCONCONDO NAS OLIM...PIADAS

Da direita para a esquerda: Michael Phelps, Cristiano Guirado, Antônio Luis Ferreira e Eduardo Magalhães, medalhistas de ouro em Pequim no revezamento 4 X 100 m.

Saudações navegantes sonolentos e de olheiras latejantes. Na minha época de insônia muita gente gostava de me chamar de vagabundo porque eu acordava tarde, e agora todo mundo (com essa viadagem de ficar torcendo pro Brasil até nas provas de tiro ao alvo) tá vendo o peso que é ficar sem dormir. E eu – que já me curei da insônia e não ligo a mínima pra ficar torcendo – digo: é pouco pra vocês!

Falar em sono atrasado, outro dia eu me fodi. Escrevi no Reflexo que não valia a pena acordar cedo no domingo pra ver a seleção, e o onze canarinho ganhou de 5x0! Foi uma vitória maiúscula sobre a poderosa seleção da Nova Zelândia.

Aliás, dependendo de quem vê, as Olimpíadas podem ser uma vasta fonte de estudos antropológicos. Eu me divirto em ver aqueles esportes estranhos, que só os praticantes e os juízes conhecem, e a torcida torce sem saber como se ganha. Tem aquela bolinha com pena que nego joga de raquetinha (que eu esqueci o nome), tem o salto ornamental, que os caras ficam o dia inteiro pulando do trampolim na piscina, o nado sincronizado que tem 200 apresentações iguais e três “infeliz” (no singular mesmo) pra dizer que um é melhor que o outro... enfim.. sensacional.

Mesmo assim, como os senhores podem ver na foto, acabei participando das Olimpíadas ao lado da equipe do Disconcordo.Com, assessorando o multi-campeão Michael Phelps. Inclusive subimos ao pódio pegar as medalhas com ele. É, fomos a Pequim, mas não comemos as iguarias chinesas, nem escorpião nem cão. Nem as chinesas.

O Phelps, ou “Felfel” – como ficou conhecido em Lençóis Paulista – acessou o Disconcordo lá nos EUA, tomou conhecimento de sua equipe altamente gabaritada de humoristas-jornalistas, e nos contratou para dar assistência na reta final do seu treinamento. Se os leitores botarem reparo, foi exatamente nessa época que ele começou a avisar que ia ganhar tudo o que participasse. Curiosamente ele deu essa declaração no mesmo dia que foi treinar lá na fazenda Rocinha. Como não achou o rio Lençóis, acabou parando por ali e passou o dia tomando o vinho da família Casagrante. No começo a gente achou que era coisa de menino-alegre, mas não é que o cara ganhou tudo mesmo? E olha que nem deu tempo dele tomar a pinga do Balin Paccola e a do Dante Andreolli. Se bem que ele acabou levando um garrafão de cada, e eu aposto a minha barba que o líquido dourado hoje está em Pequim! E as fãs do menino que se preparem, ele disse que volta pra terrinha pra comemorar a coleção de medalhas.

Como o Disconcordo também é um site de notícias, pra encerrar essa minha primeira participação olímpica (aquela participação que você marca parado na bandeirinha do escanteio), vou dar um furo de reportagem: nosso personagem principal, o xodó da torcida do blog, o Purunga, também está nas Olimpíadas. Ele só não está representando a equipe brasileira de marcha atlética porque é internacional demais para isso. Ou seja, seria muito egoísmo o Brasil querer o Purunga só para ele. Como nossa equipe de produção não descansa, logo teremos as imagens da primeira participação do nosso herói em Pequim.



Olá moçada, tudo bem? Estimo! (Uau)

Essa história de Jogos Olímpicos tem atrapalhado um pouco o sono dos brasileiros, especialmente deste ‘precareta’. Como não tenho ‘tempo’ para viagens dessa natureza, me contento em assistir pela TV algumas participações, brasileiras ou não. Aí fico o dia inteiro ‘com fuso horário’ na cabeça.

Mas vale a pena assistir algumas provas das Olimpíadas. A natação, que participamos com a fera, é algo que fascina. Faz lembrar os tempos em que o Clube Esportivo Marimbondo mantinha uma equipe de natação e levava muita gente para assistir as disputas. A equipe era boa. O clube tinha até trampolim. Quem é mais ‘experiente’ se lembra do FRAN (Chiquinho), filho do “Ben Chinês”. O cara era bom!

Mas é interessante a gente ver aqueles atletas da natação quando saem da piscina. O corpo, diferentemente do nosso, se parece com placas de trânsito, especialmente aquelas que avisam sobre passagem em nível (ou linha do trem). O corpo é fininho e a cabeça fica pequena, se comparada com o tamanho do tórax (a placa de trânsito).

Dia desses o ‘homem melancia’, um lençoense que parece ter engolido uma melancia, comentava que num determinado estágio da vida até que tentou, a convite do Purunga, participar de provas de natação. Mas foi impossível. Primeiro ele deu uma barrigada e esvaziou a piscina. Depois, quando conseguiu mergulhar, provocou um tsunami na piscina, que acabou invadindo o espaço que as ‘comadres’ utilizavam para tomar sol.

Quanto ao Purunga, esse não teve jeito. Não conseguiu fazer as primeiras aulas de natação. O professor pedia para ele mergulhar, mas ele boiava. Era a única coisa que ele conseguia fazer, boiar. Mas depois de alguns exames foi constatado que sua cabecinha não permitia que o corpo afundasse na água, apesar do tamanho da bunda. Teve que abandonar a idéia de nadar. Foi então que o cabeçudo começou a meditar sobre o corrido.

O Purunga então escreveu bem grande na sua frente: NADAR. Analisou, analisou e chegou à conclusão que naquela palavra estava o seu futuro. Tirou o érre e pronto, resolveu a partir daquele momento fazer NADA. De bom, é claro! Como a partir daquele momento começou a lhe sobrar muito tempo, resolveu adotar como carro-chefe encher o saco de quem trabalha. E foi o que fez, e faz. Assim ele ganha a vida até hoje. Mas deixemos momentaneamente esse personagem do lado.

Olha, fiquem atentos, no dia 5 de outubro muita gente vai ter um estupor maligno com o resultado da eleição. É, porque apenas um prefeito(a) (com vice) e dez vereadores serão eleitos. Os demais terão que aguardar quatro anos para tentar a sorte novamente. É como diria o japonês Joaquim Antonio Manoel: Leis é leis.

Acredito que pouco gente conheceu, ou pouca gente se lembra do Escovinha, um ‘gente boa’ que passou por Lençóis Paulista há alguns anos e que gostava de filosofar. Um dia, depois de cruzar com um street flash numa parada de poker, Escovinha soltou a pérola: ‘Quem fala demais acaba dando bom dia para cachorro’. É para pensar!

Fala minha gente rapaziada!!! O assunto da semana não poderia ser outro: Olimpíada. É o esporte invadindo a madrugada adentro e a gente tendo que trabalhar ainda no mesmo dia. Sim, moçada porque além do Disconcordo.Com a gente trabalha de verdade. E olha que ainda tenho mais um trampo à noite no Ensino à Distância na Universidade Metodista de São Paulo... e depois os Purungetz da vida falam que somos folgados!!!!

Mas voltando ao mundo dos anéis entrelaçados – não Purunga, não estamos falando dos seus anéis – chama a atenção, até este momento, as provas da natação com o americano Michael Phelps. Pois é gente boa, nós não queríamos revelar não, mas diante do sucesso do rapaz, somos obrigados a confessar que logo após a Olimpíada de Atenas, o Phelps veio nos procurar com a idéia fixa de ganhar oito medalhas de ouro na olimpíada seguinte. Justamente esta que estamos assistindo.

Lembro-me como se fosse hoje, eu, o Ferreira e o Guirado, em um encontro em Baltimore – é, amigo, a gente também viaja para o exterior – e lá dissemos ao jovem nadador que se ele desejasse isso teria que seguir rigorosamente nosso Programa Intensivo de Natação Toletudo e Olímpico, mais conhecido como PINTO.

Por quatro anos, sem que ninguém soubesse, passamos preciosas informações para que Phelps quebrasse todos recordes e fosse o melhor nadador da competição. Ferreira, como homem do esporte, refinou a técnica do atleta, tendo como base os anos em que foi o principal nadador Fazenda Campinho e vencedor da travessia do lago da Prata nos anos 60 e 70 A.C.

Guirado foi o guru intelectual de Phelps, passando a ele as técnicas de meditação e concentração que proporcionaram ao nadador a tranqüilidade necessária para as provas. Um dos métodos consistia em Phelps dizer um milhão de vezes a frase “você é um golfinho atormentado”, em frente ao espelho. No caso, a frase em inglês era “ You are the crazy tormented dolphin”.

Bom e eu fiquei cuidando da grana e formatando todo o programa de treinamento para o curso que em breve deverá ser lançado em DVD, cujo título provisório é “Seja você também um Michael Phelps da vida”, ainda sem previsão de lançamento.

Lembro-me ainda que Phelps estava muito preocupado com o desenvolvimento de seus músculos e o tamanho da sua piroca. Dentro de nosso programa de treinamento incutimos no menino – não a piroca – mas a importante frase: - “Não importa nada uma barriga de tanquinho se mais em baixo tem uma tornerinha”, que em inglês ficou assim : “Is not important the abdominal cavity how a little tank, is down you have a little tap”. Phelps tratou de comprar na mesma semana um alongador de jeba.

Mas a vida é assim, minha gente. E o mais importante, na foto que abre nosso blog, éramos nós e Phelps que nadamos os 4 X 100. A foto que o mundo divulgou foi clicada antes que tirássemos as mascaras que estávamos usando naquele dia e que foi tirada por Frederick Duarte. Você pensa que é fácil ficar respirando naquilo por mais de meia hora!!!! ???

Phelps pensa em se dedicar à medicina depois das competições. Diz que quer ser médico urologista. Estamos aconselhando o rapaz a disputar mais uma olimpíada. Imagina o cara com uma mão e um dedo daquele fazendo exame de próstata? Vai ser acusado de estupro depois de cada consulta. Ah, esse Phelps e suas idéias. Mas a gente coloca ele no prumo.

É isso aí. Cuidado hein Purunga, que somos amigo do cara. Se torrar muito a nossa paciência vamos dar de presente para você uma consulta no Dr. Phelps... Pensando bem, melhor não, vai que o Purunga gosta e decide ir ao médico toda semana....

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